sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Contradição

Tão pouco tempo e eu descobri
os caminhos até aqui
estrada longa e uma canção
arranha-céu, silêncio e solidão
Tantas escolhas e uma vida só
O meu destino eu sei de cor
Entre histórias, serra e mar
Água lava a alma e molha o chão
E lagrima também é água
É sal
Do mar
É contradição
Uma linha abaixo do Equador
Quanto tempo você demorou
pra chegar até aqui
Ponte, escada, reta, contramão
chove a chuva, molha o rosto
a roupa, a capa da alma
Água lava a alma e molha o chão
E lágrima também é água
É sal
Do mar
É contradição.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Do meu poeta preferido: PESSOA, Fernando.

[...] Ser poeta não é uma ambição minha!

(Cazuza dizia que escrevia para não ficar falando sozinho...)



Quando me sento a escrever versos 
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos, 
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento, 
Sinto um cajado nas mãos 
E vejo um recorte de mim 
No cimo dum outeiro, 
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias, 
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho, 
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz 
E quer fingir que compreende. 

Saúdo todos os que me lerem,  

Saúdo-os e desejo-lhes sol, 

E chuva, quando a chuva é precisa, 
E que as suas casas tenham 
Ao pé duma janela aberta 
Uma cadeira predileta 
Onde se sentem, lendo os meus versos. 
E ao lerem os meus versos pensem  
Que sou qualquer cousa natural.

(CAEIRO, Alberto - ou melhor - PESSOA, Fernando. 






Sobre a classe média, com Marilena Chaui



" A sociedade brasileira, no seu conjunto, é uma sociedade autoritária... ela é vertical, portanto, hierarquizada, oligárquica... ela transforma todas as diferenças em desigualdades, naturaliza as desigualdades. Ela opera com a discriminação e o preconceito de classe, preconceito religioso; a discriminação e o preconceito de sexo; a discriminação e o preconceito profissional, e a discriminação e o preconceito social". Isso, para Marilena, é uma grande violência. Grande parte da sociedade só reconhece a violência com atos envolvendo a criminalidade. Mas, e aí?! E as palavras que ferem, as ofensas? Não machucam, oras!
Ainda há muito o que aprender. O altruísmo é algo fenomenal, tão pouco praticado. Se colocar no lugar do outro! O OUTRO!

Também somo o Estado! A parte menos empoderada, mas também somos parte do Estado. Que não esqueçamos do que Foucault nos ensinou: o poder não se tem, se exerce! Nós, sociedade, classe média (Sou classe média? Ou devo estar ainda lá pela B, C? E agora, quem poderá me defender?!), oprimimos, sim! Somos opressores. Desse modo, opressão é um aparelho do Estado, exercido pelos seus diversos níveis de empoderamento!  Pensemos nisto!


Pensar incomoda como andar à chuva
quando o vento cresce e parece que chove mais.

(Eu nunca guardei rebanhos - Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa).

Meu terceiro diário

Eu tive o meu primeiro diário aos 11 anos. Nunca comecei os textos com o clichê: 'meu querido diário'!! Começava do começo, sem rodeios (odeio rodeios  - quaisquer que sejam!) O segundo diário foi no começo da Graduação, lá por 2004. Eu mesma fiz o projeto gráfico dele, todo o formato. Ali eu escrevia minhas afrontas e poesias. Escrevi a primeira letra de música da minha vida! E ninguém musicou (Oh, Lord!). Ele continua lá em casa (na casa da minha mãe), na gaveta, entre a agenda cheia de colagens e alguns livros de Geografia. O terceiro diário veio há 15 dias, entre as minhas andanças numa feirinha de livros. Lindo diário! Colorido, com espaço para escrever, colar fotos, adesivar!  Diferentemente dos outros diários, esse é o primeiro que dialoga comigo. Me questiona, me afronta, me expõe além do que eu mesma me exponho (e mesmo assim continuo a pessoa mais reservada que posso).  E o blog veio de guerra?!!
Agora sou adulta, mocinha, grandinha, mulher! A primeira coisa que pensei ao comprar esse diário foi: um dia vou mostrá-lo a minha filha, pois um dia terei filhos e quero que ela (a menina, mais nova que o menino - que virá primeiro) tenha seu diário, que escreva, que se abra em meio às linhas, entrelinhas. 



Essa também é uma janela para o meu mundo!

Sobre os planos... (Brand new day!)




A mudança também é objeto de estudo da Física! A Lei da Inércia está aí pra nos mostrar isso! Ou o primeiro passo, ou nada! 

domingo, 5 de janeiro de 2014

2014



Em 2014:

Eu desejo saúde, amor, paz exterior-interior e lucidez para escrever o que precisa ou o que não pode consegue dito!
Que assim seja!